Mostrando postagens com marcador Fábulas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fábulas. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 26 de maio de 2009

O galo e a raposa




O galo cacarejava em cima de uma árvore. Vendo-o ali, a raposa tratou de bolar uma estratégia para que ele descesse e fosse o prato principal de seu almoço.-Você já ficou sabendo da grande novidade, galo? – perguntou a raposa.
-Não. Que novidade é essa?
-Acaba de ser assinada uma proclamação de paz entre todos os bichos da terra, da água e do ar. De hoje em diante, ninguém persegue mais ninguém. No reino animal haverá apenas paz, harmonia e amor.
-Isso parece inacreditável! – comentou o galo.
-Vamos, desça da árvore que eu lhe darei mais detalhes sobre o assunto – disse a raposa.
O galo, que de bobo não tinha nada, desconfiou que tudo não passava de um estratagema da raposa. Então, fingiu estar vendo alguém se aproximando.
-Quem vem lá? Quem vem lá? – perguntou a raposa curiosa.
-Uma matilha de cães de caça – respondeu o galo.
-Bem…nesse caso é melhor eu me apressar – desculpou-se a raposa.
-O que é isso, raposa? Você está com medo? Se a tal proclamação está mesmo em vigor, não há nada a temer. Os cães de caça não vão atacá-la como costumava fazer.
-Talvez eles ainda não saibam da proclamação. Adeusinho!
E lá se foi a raposa, com toda a pressa, em busca de uma outra presa para o seu almoço.



Moral: é preciso ter cuidado com amizades repentinas.






Sugestões de atividade:






  • Retirar do texto alguns substantivos ( ou outra classe de palavras, conforme o conteúdo em trabalho) e pedir que os alunos completem as lacunas.
  • Fazer um caça palavras com palavras do texto.
  • Pedir aos alunos para ilustrar a fábula.
  • Reescrever a fábula mudando o desfecho.
  • Dar uma nova moral para a narrativa.



terça-feira, 17 de março de 2009


CHAPEUZINHO VERMELHO NA VERSÃO DA VOVÓ


Queridos amigos, há muito tempo vocês ouvem falar da história de Chapeuzinho Vermelho. Pois bem, aqui quem vos fala é a vovó. Cansei de escutar conversinhas, coisas que inventaram a meu respeito, a respeito do lobo e de Chapeuzinho Vermelho, por isso, resolvi contar-lhes toda a verdade.Bom, o lobo cuidava muito bem da floresta e tentava mantê-la sempre limpa, mas tão limpa, a ponto de não querer que ninguém passasse por lá.A minha netinha a Chapeuzinho Vermelho era uma criança muito mal-criada, e sempre que vinha para minha casa, não seguia as recomendações de sua mãe, que pedia pra ela não vir pela estrada da floresta, mas sim pela estrada do rio.Chapeuzinho Vermelho nem ligava para os conselhos da mãe, teimava e vinha, dizia não ter medo do Lobo.Em certo dia, ele estava lá, tranqüilo, quando ela passa cantarolando. O Lobo, que não gostava de ver pessoas transitando por lá, chamou-a:

− Hei! O que queres aqui? − perguntou o lobo.

− Vou para a casa da minha avó, seu lobo bobão!

− Olha o respeito menina! Tu bem sabes que não quero ninguém em minha floresta, por que não foste pela estrada do rio?

− Porque quis vir por aqui, e quer saber? Saia da minha frente. E saiba que só não lhe dou com esta cesta na cabeça porque estou levando doces para a vovozinha − finalizou Chapeuzinho toda espevitada.

Chapeuzinho saiu cantando para debochar do lobo. Ele, já bastante irritado, resolveu dar uma lição naquela menina mal-criada, pegou um atalho, e veio até minha casa.Chegando aqui, conversamos sobre Chapeuzinho Vermelho e concordei em dar-lhe uma lição.Fiquei escondida debaixo da cama enquanto o lobo vestiu meu vestido e se deitou.Minutos depois, escutamos batidas na porta. Não batidas delicadas, batidas de menina encrenqueira. Era Chapeuzinho:

− Toc, toc, toc, abre logo essa porta,coroa!

− disse Chapeuzinho, com seu linguajar moderno.

− Entre minha netinha, é só empurrar! − disse o Lobo disfarçando a voz.

Ela entrou, jogou a cesta em cima da mesa e jogou-se na cama, resmungando:

− Credo Vovó! Não sei como a senhora agüenta morar dentro do mato! È tudo tão longe...

O lobo rosnou de raiva, e Chapeuzinho notou algo diferente:

− O que foi vovó? Sua voz está estranha!

− É que peguei um resfriado minha netinha.

− Ah! Sim! Mas a senhora está toda esquisita. Olha como os seus olhos estão grandes!

− É pra te ver melhor minha netinha!

− E esse nariz enorme? Vai dizer que é pra me cheirar melhor? − ironizou a menina.

O Lobo já estava super irritado, mas conteve-se:

− Não minha netinha, é por causa da gripe, eu assuo muito o nariz, sabe?

− AH!... Mas e essa boca enorme, com estes dentes maiores ainda? Sem contar com o mau hálito. − disse Chapeuzinho tapando o nariz.

O Lobo não agüentou mais:− Quer saber mesmo?

− Quero.

−Mesmo, mesmo?− Fala vovó.

− É pra te comer!

Então, o desmiolado do Lobo começou a correr atrás de Chapeuzinho, que gritava escandalosamente na frente. Eu saí debaixo da cama o mais depressa possível, mas meu pé engatou na colcha de renda, fazendo com que eu caísse por cima do Lobo, que, sem sorte, engatou as unhas na colcha fazendo aquela confusão.

Neste momento, o lenhador apareceu na porta e Chapeuzinho Vermelho começou a gritar que o Lobo estava me atacando. O lenhador deu uma paulada que pegou na cabeça do Lobo (para minha sorte). Fazendo com que o Lobo, de imediato, pulasse direto para a janela, indo embora gritando e correndo.E Eu só aceitei essa história de Lobo Mau, por que ele rasgou o meu vestido favorito, mas, estou arrependida.

O coitadinho é inocente e além de tudo, é vegetariano.