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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Yara - a rainha das águas




Yara, a jovem Tupi, era a mais formosa mulher das tribos que habitavam ao longo do rio Amazonas. Por sua doçura, todos os animais e as plantas a amavam. Mantinha-se, entretanto, indiferente aos muitos admiradores da tribo. Numa tarde de verão, mesmo após o Sol se pôr, Yara permanecia no banho, quando foi surpreendida por um grupo de homens estranhos. Sem condições de fugir, a jovem foi agarrada e amordaçada. Acabou por desmaiar, sendo, mesmo assim, violentada e atirada ao rio. O espírito das águas transformou o corpo de Yara num ser duplo. Continuaria humana da cintura para cima, tornando-se peixe no restante. Yara passou a ser uma sereia, cujo canto atrai os homens de maneira irresistível. Ao verem a linda criatura, eles se aproximam dela, que os abraça e os arrasta às profundezas, de onde nunca mais voltarão.

A Lenda do Guaraná




Um casal de índios pertencente a tribo Maués, vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejavam muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Tupã , o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo menino. O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso e bom. No entanto, Jurupari , o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia , e decidiu ceifar aquela vida em flor. Um dia , o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari se aproveitou da ocasião para lançar sua vingança. Ele se transformou em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente. A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mãe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos. Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.


(Lenda indígena )

A lenda da Noite


Era no principio do mundo , quando tudo era de dia, todos falavam e não existia animais. Cassaram-se a filha de Mboi-guaçu (cobra grande), mas não queria deitar-se com o noivo porque não existia a noite. Então o noivo, lembrado por ela, mandou seu fâmulos buscar a noite na mão de seu sogro. Mboi-guaçu deu-lhes um caroço de Tucumã proibindo-lhes que abrissem. Os canoeiros curiosos quebraram-no em caminho. Uma escuridão medonha tomou o espaço. Tudo se transformou. Os criados transformaram-se em macacos , os pescadores , que remavam , viraram em pato. E de sua cabeça nascera cabeça e o bico de pato , da canoa o corpoda ave e dos remos as pernas.










(Lenda indígena )

Lenda da mandioca




        Em épocas remotas, a filha de um poderoso tuxaua apareceu gravida. Quis ele punir o autor da desonra de sua filha e para isto empregou rogos , ameaças e castigos. Tudo foi em vão a filha dizia que nunca se ligara a homem algum. O chefe tinha deliberado mata-la quando lhe apareceu em sonho um homem branco que disse para não mata-la pois ela era inocente. Passado o tempo da gestação, deu ela a luz a uma menina lindíssima e branca, causando isto tanta surpresa que todas as tribos vizinhas vinham vê-la. Deram-lhe o nome de Maní e ela andou e falou precocemente. Passando um no morreu a menina sem ter adoecido nem dado mostras de dor. Enterraram-na na própria casa , segundo o costume do povo, descobriram a casa e regaram a sepultura. Algum tempo depois brotou da cova uma planta desconhecida por isso não a arrancaram. Cresceu, floresceu e deu frutos. Os pássaros que comeram os frutos se embriagaram e este fenômeno estranho , aumentou-lhes superstição pela planta. A terra fendeu-se afinal; cavaram-na e julgaram reconhecer no fruto que encontraram o corpo de Mani. Comeram-no e assim aprenderam a usa-lo. O fruto recebeu o nome de Mani-oka que significa casa de Mani. Que é a nossa Mandioca de hoje.



(Lenda indígena )